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	<title>PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO</title>
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		<title>PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO</title>
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		<title>Um Novo Jeito de Criar os Filhos</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 20:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciene Rochael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Orientação Educacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já imaginou que elogiar as crianças pode não ser a melhor forma de ajudá-las a se desenvolver? Ao fazer essa descoberta, dois jornalistas norte-americanos investigaram outros mitos relacionados à infância. O resultado foi Nurture Shock, um livro que traz um novo olhar sobre a educação dos filhos.
Como você se sentiu quando chegou com seu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=psicologiaeeducacao.wordpress.com&blog=4093584&post=460&subd=psicologiaeeducacao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft size-full wp-image-461" title="0,,31927506,00" src="http://psicologiaeeducacao.files.wordpress.com/2009/11/03192750600.jpg?w=200&#038;h=300" alt="0,,31927506,00" width="200" height="300" />Você já imaginou que elogiar as crianças pode não ser a melhor forma de ajudá-las a se desenvolver? Ao fazer essa descoberta, dois jornalistas norte-americanos investigaram outros mitos relacionados à infância. O resultado foi <em>Nurture Shock</em>, um livro que traz um novo olhar sobre a educação dos filhos.</p>
<p>Como você se sentiu quando chegou com seu bebê em casa pela primeira vez? Com certeza, teve um frio na barriga e, insegura, se perguntou: o que eu faço agora? Partindo desse sentimento, os jornalistas Po Bronson (pai de duas crianças) e Ashley Merryman (que não tem filhos) escreveram <em>Nurture Shock: New Thinking About Children</em> (Um novo olhar sobre a educação das crianças, em tradução livre, ainda não lançado no Brasil). “Apesar de ‘nurture shock’ ser o termo usado para pais de primeira viagem, pensamos que essa insegurança pode ocorrer com qualquer pai quando se depara com algo para o qual não se sente preparado”, afirmam.</p>
<p>Mais do que escrever um manual, o objetivo dos autores foi reunir pesquisas sobre assuntos que todo pai tem de encarar em algum momento da vida de seu filho. O resultado foi uma obra que mexe com muitas das certezas das famílias. Para você ter uma ideia, a primeira descoberta deles foi como o elogio, em vez dar autoconfiança, acaba deixando a criança com receio de testar coisas novas. A partir dessa constatação, os jornalistas foram atrás de outros estudos e chegaram ao material reunido no livro. Na entrevista por e-mail à CRESCER, eles explicam os principais pontos.</p>
<div><strong>Elogiar pode ter efeito inverso</strong></div>
<p>A pesquisadora Carol Dweck, da Universidade de Stanford (EUA), avaliou o efeito de frases como “você foi muito bem na prova”, “como você é inteligente!” e descobriu que esse tipo de elogio produz um efeito contrário. As crianças passam a acreditar que o sucesso é algo inato – ou elas têm, ou não têm. O melhor a fazer, portanto, é elogiar o processo pelo qual a criança fez determinada coisa. Quando seu filho joga bem futebol, em vez de afirmar ”você é um grande atleta”, é melhor dizer “foi ótimo quando o outro time fez um gol e você não se abalou”, ou “gostei como você driblou aquele jogador”. Assim, a criança vai saber o que fez bem e, então, pensar em como repetir o feito da próxima vez.</p>
<div><strong>Menos stress em família</strong></div>
<p>Um pesquisador perguntou às crianças o que elas mudariam em seus pais. Os adultos esperavam que a resposta fosse “mais tempo”. No entanto, o que elas querem é que os pais estejam menos estressados durante os momentos que passam juntos.</p>
<div><strong>Ser honesto é o mais importante</strong></div>
<p>Ao considerar todas as pesquisas que investigamos, uma coisa se destacou o tempo todo: a importância dos pais serem honestos com seus filhos. É na tentativa de manipular as crianças que surgem os problemas: quando, por exemplo, brigam entre si, mas agem como se estivesse tudo bem na frente dos filhos. É um relacionamento baseado na confiança que sustentará seu filho na medida em que ele cresce.</p>
<div><strong>Esqueça a culpa por não fazer tudo certo</strong></div>
<p>Os pais não devem se sentir obrigados a seguir todo conselho que ouvem. O que precisam é perguntar de onde veio o conselho e qual a evidência que o sustenta: é algo que eu acho importante para educar meu filho? A maioria dos pais está fazendo o melhor que pode e com base no que têm à disposição: tempo, dinheiro, recursos ou know-how.</p>
<div><strong>Coloque o seu filho na cama mais cedo</strong></div>
<p>Os pais precisam considerar o sono dos filhos como questão de saúde. Quando repousa é que o cérebro da criança codifica o que ela aprendeu de dia. Dormir é essencial também para regular as emoções e o metabolismo. Se você não põe seu filho na cama para passar mais tempo com ele, precisa se perguntar: vocês estão interagindo? Ou você só deixou a TV ligada e não está prestando atenção à criança? Se esse for o caso, então ela deve, sim, ir para a cama.</p>
<div><strong>Converse sobre diferenças raciais com as crianças</strong></div>
<p>Elas podem não compreender os aspectos culturais, mas, desde bebês, enxergam diferentes cores de pele, de cabelo e de físico. As mais novas pensam que, se um colega se parece com ela, têm outras coisas em comum e poderão ser amigos – vai acontecer o contrário se for um colega com cor de pele diferente. Pesquisa da Universidade do Colorado (EUA) acompanhou 200 crianças (metade branca e metade negra) e constatou que, aos 3 anos, 86% delas escolheram amigos de sua própria raça. Por isso, é importante explicar ao seu filho que aparência é apenas o que está por fora.</p>
<div><strong>Lembre-se que nem tudo é apenas “bom” ou “ruim”</strong></div>
<p>Se pensarem com base nesses termos, os pais vão cair em estereótipos e perder o principal. Até mesmo um programa educativo que mostra como ser gentil, por exemplo, pode ter um lado negativo (pense em um desenho em que os personagens brigam o tempo todo e reatam só no fim&#8230;). Além disso, as próprias crianças também não são inteiramente “boas” ou “más”. Aquela “criança difícil” pode ser legal com os amigos, enquanto aquela vista como a boazinha também pode ter atitudes mesquinhas.</p>
<p>Fonte: <a href="http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI101836-15153,00-UM+NOVO+JEITO+DE+CRIAR+OS+FILHOS.html">http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI101836-15153,00-UM+NOVO+JEITO+DE+CRIAR+OS+FILHOS.html</a></p>
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		<title>A hora certa para a criança ler e escrever</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 14:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciene Rochael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alfabetização]]></category>

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		<description><![CDATA[Não adianta ter pressa para o seu filho ganhar essas habilidades. O melhor é respeitar o tempo dele e segurar a sua ansiedade. Veja como você pode estimular a criança Crescer É lógico que o seu filho vai ler e escrever. Mesmo sabendo disso, a maioria dos pais entra em uma fase de enorme ansiedade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=psicologiaeeducacao.wordpress.com&blog=4093584&post=451&subd=psicologiaeeducacao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="aligncenter size-full wp-image-452" title="0,,21836973,00" src="http://psicologiaeeducacao.files.wordpress.com/2009/10/02183697300.jpg?w=300&#038;h=200" alt="0,,21836973,00" width="300" height="200" />Não adianta ter pressa para o seu filho ganhar essas habilidades. O melhor é respeitar o tempo dele e segurar a sua ansiedade. Veja como você pode estimular a criança Crescer É lógico que o seu filho vai ler e escrever. Mesmo sabendo disso, a maioria dos pais entra em uma fase de enorme ansiedade enquanto a criança é alfabetizada. E, mesmo inconscientemente, cobram resultados do filho, o que atrapalha todo o processo. “A criança aprende com o prazer, não precisa ser cobrada ou comparada com outras. Ela precisa principalmente ver sentido no que aprende, viver em um contexto onde a escrita e a leitura sejam um prazer para os pais”, diz Liamara Montagner, coordenadora pedagógica da Educação Infantil do Colégio Santo Américo (SP). E cada uma tem seu tempo. O importante é ela se desenvolver durante o aprendizado, responder ao método que a escola propõe. Troque a ansiedade por diversão, brinque com os nomes da família, deixe ela contar histórias para você. Conte como os adultos escrevem, converse com o professor para conhecer melhor o método da escola e veja se é possível fazer algo junto, sem esquecer que a tarefa é, sim, da escola. “Caso a criança apresente algum problema concreto, a escola estará atenta e saberá fazer as mudanças necessárias e de forma mais personalizada”, diz Liamara.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-455" title="0,,21836982,00" src="http://psicologiaeeducacao.files.wordpress.com/2009/10/02183698200.jpg?w=160&#038;h=160" alt="0,,21836982,00" width="160" height="160" /><strong>PARA GOSTAR DAS LETRAS</strong></p>
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<p><img class="alignleft size-full wp-image-456" title="0,,21836983,00" src="http://psicologiaeeducacao.files.wordpress.com/2009/10/021836983001.jpg?w=160&#038;h=160" alt="0,,21836983,00" width="160" height="160" /><strong>Bilhetinhos:</strong></p>
<p>Deixe recados com palavras fáceis no travesseiro de manhã. Um “estou com saudade” é fácil de ler e mostra o seu carinho</p>
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<p><img class="alignleft size-full wp-image-457" title="0,,21836984,00" src="http://psicologiaeeducacao.files.wordpress.com/2009/10/02183698400.jpg?w=160&#038;h=160" alt="0,,21836984,00" width="160" height="160" /><strong>Listas:</strong></p>
<p><strong> </strong>Você pode pedir para a criança fazer listas: do que gosta de comprar na padaria, das cores preferidas, dos personagens&#8230;</p>
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<p><img class="alignleft size-full wp-image-458" title="0,,21836985,00" src="http://psicologiaeeducacao.files.wordpress.com/2009/10/021836985001.jpg?w=160&#038;h=160" alt="0,,21836985,00" width="160" height="160" /><strong>Brinquedos:</strong></p>
<p>Vale-tudo, de letras de borracha ou madeira, para a criança concretizar os símbolos, até caça ao tesouro usando palavras que ela já conheça.</p>
<p>Fonte: <a href="http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI99629-15152,00.html">http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI99629-15152,00.html</a></p>
Posted in Alfabetização  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/psicologiaeeducacao.wordpress.com/451/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/psicologiaeeducacao.wordpress.com/451/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/psicologiaeeducacao.wordpress.com/451/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/psicologiaeeducacao.wordpress.com/451/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/psicologiaeeducacao.wordpress.com/451/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/psicologiaeeducacao.wordpress.com/451/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/psicologiaeeducacao.wordpress.com/451/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/psicologiaeeducacao.wordpress.com/451/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/psicologiaeeducacao.wordpress.com/451/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/psicologiaeeducacao.wordpress.com/451/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=psicologiaeeducacao.wordpress.com&blog=4093584&post=451&subd=psicologiaeeducacao&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Criança com agenda cheia não é sinônimo de adulto bem sucedido</title>
		<link>http://psicologiaeeducacao.wordpress.com/2009/10/25/crianca-com-agenda-cheia-nao-e-sinonimo-de-adulto-bem-sucedido/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 20:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciene Rochael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Orientação Educacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
Segunda, 12 de outubro de 2009, 10h25
http://noticias.terra.com.br
 Em tempos de tantas dúvidas sobre a educação dos filhos, o inglês Carl Honoré, também pai, reflete sobre os perigos de se manter um comportamento obsessivo e cobrador em relação à educação das crianças. No livro Sob Pressão (Editora Record, R$ 49), que acaba de chegar às livrarias brasileiras, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=psicologiaeeducacao.wordpress.com&blog=4093584&post=447&subd=psicologiaeeducacao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em><img class="aligncenter size-medium wp-image-449" title="CB044440" src="http://psicologiaeeducacao.files.wordpress.com/2009/10/j0399840.jpg?w=300&#038;h=199" alt="CB044440" width="300" height="199" /></em></p>
<p><em>Segunda, 12 de outubro de 2009, 10h25</em></p>
<p><em>http://noticias.terra.com.br</em></p>
<p> Em tempos de tantas dúvidas sobre a educação dos filhos, o inglês Carl Honoré, também pai, reflete sobre os perigos de se manter um comportamento obsessivo e cobrador em relação à educação das crianças. No livro <strong>Sob Pressão</strong> (Editora Record, R$ 49), que acaba de chegar às livrarias brasileiras, ele mostra, por meio de pesquisas e opiniões de especialistas, como a preocupação excessiva dos pais com o desempenho dos filhos coloca as crianças numa posição que não é a delas. Com a agenda cheia de fazer inveja a altos executivos, elas perdem a oportunidade de encontrar por si mesmas seus verdadeiros interesses e talentos. Muitas são obrigadas, por exemplo, a fazer aulas de pintura porque seus desenhos obtiveram elogios da professora.</p>
<p> &#8221;As crianças que são muito ocupadas e organizadas podem acabar menos criativas. Elas não têm o tempo ou o espaço para explorar o mundo em seus próprios termos,para aprender a correr riscos e a cometer erros&#8221;, disse Carl Honoré a entrevista concedida ao Portal Terra.</p>
<p> <strong>Terra &#8211; É mais difícil educar as crianças hoje em dia?</strong></p>
<p>Carl Honoré -De certa forma, a resposta é sim. Vivemos em uma cultura baseada na competição, elevando as expectativas e a impaciência. Queremos que tudo seja perfeito e agora. Isso coloca uma enorme pressão sobre os pais para criar um superfilho. A proximidade da fronteira entre as gerações também criou incerteza sobre como criar filhos. Esta geração de pais quer ficar jovem para sempre &#8211; vamos ouvir a mesma música, usar a mesma roupa, falar a mesma gíria, como nossos filhos. Isso deixa menos espaço para as crianças se definirem. E também torna mais difícil para nós, como pais, impor disciplina.</p>
<p> Mas nem tudo é má notícia. Há também muitas vantagens para crescer no início do século 21, especialmente na classe média. As crianças são menos propensas a sofrer de desnutrição, negligência, violência ou morte do que em qualquer momento da história. Estão rodeadas por confortos materiais que seriam impensáveis há uma geração atrás. Legiões de acadêmicos, políticos e companhias estão se esforçando para encontrar novas maneiras de cuidar, alimentar, vestir, ensinar e entretê-las. Seus direitos estão consagrados no direito internacional. A internet é uma fronteira extremamente excitante e nova para aprender e jogar. Os pais são muito mais emotivos com seus filhos do que nunca. Famílias estão menos autoritárias do que costumavam ser.</p>
<p> <strong>Terra &#8211; Uma criança muito ocupada, com uma agenda cheia de atividades, é </strong><strong>conveniente para os pais. Mais tarde, quando ela crescer e se der conta, qual </strong><strong>o resultado?</strong></p>
<p>CH &#8211; As crianças que são muito ocupadas e organizadas podem acabar menos criativas. Elas não têm o tempo ou o espaço para explorar o mundo em seus próprios termos, para aprender a correr riscos e a cometer erros. Elas não aprendem a pensar por si mesmas, apenas fazem o que é dito. Também não aprendem a olhar para dentro de si e descobrir quem são, já que estão muito ocupadas tentando ser o que nós queremos que elas sejam. E ainda: não aprendem a usar o tempo ou como preencher o tempo por conta própria &#8211; assim se cansam mais facilmente e podem sofrer de estresse e exaustão. As crianças que tiveram cada momento de sua vida gerida, organizada, controlada e programada pelos adultos, terão mais dificuldades de andar com seus próprios pés mais tarde. Em outras palavras, elas nunca crescem. É por isso que os estudantes universitários estão sofrendo problemas de saúde mental em números recordes.</p>
<p> <strong>Terra &#8211; Hoje os pais buscam receitas mágicas para educar, tanto que há inúmeros manuais desse tipo nas livrarias. Eles funcionam ou seria mais interessante seguir os instintos paternos?</strong></p>
<p>CH &#8211; Não existe uma fórmula mágica para criar filhos. Cada criança é única e cada família é única. O segredo é encontrar a fórmula, o estilo de paternidade que funciona melhor para você e seus filhos &#8211; e não seguir exatamente o que todo mundo está fazendo. O problema é que os pais de hoje são oprimidos por uma avalanche de conselhos, advertências e opções -e não sabem o que fazer. E quando não sabemos o que fazer a nossa resposta é muitas vezes apenas fazer o que todo mundo está fazendo.</p>
<p>Eu escrevi Sob Pressão para recuperar a minha própria confiança como pai e ajudar os outros a fazer o mesmo. Pais confiantes são capazes de resistir ao pânico e à pressão dos demais, a fim de encontrar sua própria maneira de educar os seus filhos. Acho que manuais para os pais às vezes podem ser úteis. Mas se você usá-los em demasia, eles podem acabar minando a sua confiança, de modo que você sinta que não pode fazer nada sem antes consultar um manual ou um especialista.</p>
<p><strong>Terra &#8211; É comum ouvir que a criança deve aprender brincando. O que significa isso?</strong></p>
<p>CH &#8211; A brincadeira é um impulso básico para as crianças. E quem passa o tempo com as crianças sabe disso. Brincar permite que elas criem mundos imaginários onde podem enfrentar os medos e ensaiar papéis adultos. Como os cientistas, elas arriscam as teorias sobre o mundo. Brincar em grupos sem executar o programa dos adultos ajuda as crianças a aprender a lidar com os sentimentos das outras pessoas e com a frustração. Basta assistir a um casal de crianças de três anos construindo uma casa de varas no jardim. Elas reúnem o material, negociam como montá-la, inventam regras, disputam o que cada uma coloca e onde. Crianças que brincam livres também começam a descobrir os seus próprios interesses e paixões, forças e fraquezas. A brincadeira é também uma versão natural do mais estruturado sistema de aprendizagem que ocorre na sala de aula e ajuda a estabelecer as bases para a leitura, a escrita e a aritmética. Como Maria Montessori (educadora italiana que criou o método pedagógico montessoriano) afirmou: &#8220;Brincar é o trabalho de uma criança.&#8221;</p>
<p> <strong>Terra &#8211; Tanta ambição e monitoramento em cima dos filhos podem ser</strong><strong>negativos para as crianças. Mas deixá-los &#8220;livres&#8221; para aprender seria a </strong><strong>solução?</strong></p>
<p>CH &#8211; É necessário equilíbrio. Uma parte importante da função dos pais é incentivar seu filho a ser ambicioso, para tirar o melhor dele, para cumprir o seu potencial. As crianças também precisam de limites para se sentir seguras &#8211; e ter algo para desafio. Mas isso é apenas uma parte da questão. A liberdade de aprender, de explorar o mundo em seus próprios termos é também essencial. A criança estará sempre melhor quando aprender a seguir o seu próprio interesse ou paixão, ao marcar o seu próprio caminho &#8211; e não apenas seguir o mapa estabelecido por outras pessoas. Em todo o mundo, os alunos estão abandonando os seus estudos universitários no primeiro ano em números recordes. Por quê? Porque, pela primeira vez em suas vidas estão longe de casa e livres para pensar sobre o que eles querem fazer com suas vidas. E estão percebendo que, de repente, seguindo o caminho traçado por seus pais ou outras pessoas, eles terminaram no curso de graduação errado. Não querem ser advogados, e sim arquitetos. Não querem estudar medicina, e sim engenharia. Dar às crianças a liberdade de aprender mais cedo na vida iria ajudá-las a não cair no caminho errado.</p>
<p> <strong>Terra &#8211; Colocar crianças para aprender línguas, trabalhar em grupo, praticar </strong><strong>esportes competitivos e outras tarefas que fazem do mundo adulto tão cedo </strong><strong>pode ter resultado inverso? Qual seria a idade mais adequada para começar </strong><strong>os cursos extracurriculares?</strong></p>
<p>CH &#8211; Novamente é tudo uma questão de equilíbrio. Devemos dar aos nossos filhos uma experiência rica de mundo e encorajá-los a aprender e experimentar com muitas atividades diferentes. O problema começa quando vamos longe demais, quando se estrutura e organiza todos os momentos da vida de nossos filhos. É difícil dizer exatamente o tempo ideal para iniciar atividades extracurriculares. Cada criança é diferente. Mas, em geral, eu acho que não há necessidade de atividades organizadas quando têm idade entre 0 e 5 anos. Não há problema em colocá-las em talvez uma ou duas atividades, mas não é preciso. Elas não vão sofrer se não estiverem em atividades nessa fase. Na verdade, irão se beneficiar de brincar livremente.</p>
<p><strong> </strong><strong>Terra &#8211; Existe uma nova linha de ensino ou de tendência hoje em dia nas </strong><strong>escolas?</strong></p>
<p>CH &#8211; Na maioria dos países, os sistemas de educação ainda são orientados para o modelo do século 19: preencher o tempo das crianças com informação, e, em seguida, testá-las mais e mais. Isso é completamente inútil no século 21. Precisamos de escolas que cultivem a criatividade. A boa notícia é que a mudança está chegando. Em todo o mundo, os sistemas escolares estão começando a reduzir a obsessão com os exames e estão diminuindo a carga de trabalho acadêmico e descobrindo que, quando os alunos têm mais tempo para relaxar, refletir e tomar conta de sua própria aprendizagem, eles aprendem melhor. No ano passado, Toronto (Canadá) tornou-se a primeira cidade da América do Norte a reduzir a lição de casa em todos os níveis. Cargilfield, uma escola privada, na Escócia, proibiu totalmente a lição de casa para alunos de 3 a 13 anos. Dentro de um ano, as notas de exame em matemática e ciências aumentaram quase 20%.</p>
<p> <em>Leia esta notícia no original em: Terra</em></p>
<p><em>http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI4037049-EI1377,00.html</em></p>
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		<title>Encontro de Artes Waldorf 2009</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 15:23:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciene Rochael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
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		<title>Criança equilibrada e feliz. Qual o segredo?</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 18:52:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciene Rochael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Infantil e Desenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[A infância é o tempo de explorar o mundo ao vivo e em cores, não só por meio da TV ou do computador. Os especialistas batem cada vez mais nessa tecla e explicam por que brincar faz toda diferença para a saúde física, mental e emocional dos pequenos.
Por Flávia Pinho, Revista Cláudia, outubro de 2005.

 
Se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=psicologiaeeducacao.wordpress.com&blog=4093584&post=438&subd=psicologiaeeducacao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong>A infância é o tempo de explorar o mundo ao vivo e em cores, não só por meio da TV ou do computador. Os especialistas batem cada vez mais nessa tecla e explicam por que brincar faz toda diferença para a saúde física, mental e emocional dos pequenos.</strong></p>
<p><em>Por Flávia Pinho, Revista Cláudia, outubro de 2005.</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-439" title="42-15190320" src="http://psicologiaeeducacao.files.wordpress.com/2009/10/j0426458.jpg?w=499&#038;h=688" alt="42-15190320" width="499" height="688" /></p>
<p> </p>
<p>Se você acha que as brincadeiras do passado não fazem sentido em pleno século 21, é hora de repensar o assunto. Em diversos países, inclusive no Brasil, estudiosos se debruçam sobre as mudanças radicais que a rotina dos pequenos sofreu nas últimas décadas &#8211; e já admitem que hábitos colocados em segundo plano, como correr, jogar bolinhos de areia, são muito mais importantes para a saúde física, mental e emocional do que se podia supor. &#8220;Brincar é uma necessidade básica, como dormir e comer, e deve ser a atividade primorcial até os 6 anos&#8221;, afirma a assistente social, Marilene Martins, sócio-fundadora da Associação Brasileira pelo Direito de Brincar. A entidade não é a única a empunhar a bandeira. &#8220;Para se tornar um adulto equilibrado e feliz, a criança precisa viver intensamente a infância. Os pais não podem se preocupar apenas com a inteligência, com o rendimento escolar, com o futuro profissional&#8221;, alerta a pedagoga Nylse Cunha, autora de vários livros sobre o tema e presidente da Associação Brasileira de Brinquedotecas. São posições que, à primeira vista, precem óbvias. Afinal, quem vai impedir, em sã consicência, que o filho brinque? A questão, ressaltam os especialistas, é o que se entende hoje por brincadeira- em geral, apenas jogos eletrônicos e televisão.</p>
<p>&#8220;Essa diversão, que está na ponta dos dedos, é puramente mental. Acontece que o ser humano não muda tanto radicalmente de uma geração para outra. A criançada ainda precisa correr, pendurar, passar por baixo e por cima, se mexer&#8221;, diz o psiquiatra Içami Tiba. O pesquisador britânico John Richer, responsável pelo departamento de psicologia pediátrica em Oxford, na Inglaterra vai além. Ele chama a atenção para a ausência de contato da meninada com a realidade. &#8220;O medo da violência afastou as crianças das praças, fenômeno que se repete em muitos países. As que saem de casa brincam em playgrounds que, de tão seguros, são chatos. Não oferecem estímulos e ainda impedem que elas administrem riscos. Aprender sobre o mundo real implica tocá-lo, explorá-lo&#8221;, explica John.</p>
<p>A infância confinada causa prejuízos em diversas áreas do desenvolvimento. Na escola Anjo da Guarda, em Curitiba, a diretora pedagógica se preocupa com o que constata diariamente. &#8220;Os alunos são bem-informados, sabem usar qualquer aparelho e compreendem um manual como ninguém. Em compensação, mal começam a fazer uma atividade e querm pular para a seguinte. O poder de concentração foi seriamente afetado.&#8221; Em poucos anos, o aprendizado sofre consequências, alerta a psicóloga Lorena Busquin, do Colégio Miraflores, no RJ. &#8220;A criança que não experimentou o próprio corpo nos primeiros anos de vida, que não correu, não pulou, fica com déficits no desenvolvimento motor. Lá na frente, eles interferem na coordenação motora fina, fundamental para a alfabetização.&#8221; O mesmo se repete no campo emocional, &#8220;quem não brinca deixa de desenvolver áreas do cérebro responsáveis pela afetividade e sociabilidade. Terá dificuldade para se relacionar e não saberá lidar com as emoções, deficiências que só se recuperam com muita terapia. Reflexos de outro tipo são verificados nos consultórios médicos. Os países desenvolvidos são vítimas de uma verdadeira epidemia de doenças alérgicas, causadas em parte pela falta de exposição a elementos &#8211; quando  não se entra em contato com a boa e velha &#8220;vitamina S&#8221;, de sujeira, o sistema imunológico não  amadurece plenamente. &#8220;Os ambientes estão limpos demai&#8221;s. A sujeira do solo contém incontáveis microorganismos essenciais à vida.&#8221; O fenômeno também chegou ao Brasil, garante a imunologista Ana Paula Moschione de São Paulo. &#8220;Cerca de 20% das crianças já apresentam doenças alérgicas, um número assustador. Entre as causas, está o aumento das atividades em locais fechados. Passamos mais de 90% em ambientes repletos de ácaros.&#8221;</p>
<p>Atribuir esse confinamento às lomitações da vida moderna, colocando toda a culpa na violência urbana e nos apartamentos pequenos, é uma opinião simplista, pois estamos contaminados pelo estilo de vida eletrônico. Os games substituem as brincadeiras &#8211; e a falta de espaço, é o de menos. Para agravar, os pais se encantam ao constatar que os filhos dominam o controle remoto, o computador e as mais complexas engenhocas e acabam achando que já não se interessariam por distrações mais simples. Um equívoco, pois a amarelinha ainda faz muito sucesso! Podemos ver crianças de 1 ano e meio se divertindo em pequenos espaços de terra batida, sobreado de árvores. Esse aprendizado é cultural, precisamos incentivá-lo.</p>
<p>O intervalo entre as aulas também é hora de aprender a brincar. As meninas da faixa etária entre 10 e 13 anos, se encantam com as casinhas de boneca, mas tem vergonha de brincar. PAra deixá-las a vontade, é interessante entrar na brincadeira com elas. Isso acontece porque nem as crianças conseguem distinguir o que realmente gostam do que é imposto. Elas estão espelhando a pressão da mídia e da família. Como não tem oportunidade de descobrir seus sonhos genuínos e expressá-los, refletem o que já foi projetado.</p>
<p>A interferência do adulto é eVIdente em loja de brinquedos, pois se confere o valor aos produtos consciente ou inconscientemente. E não raro, nos surpreendemos ao ver que a criança se diverte mais com a caixa de papelão. Quanto mais pronto o brinquedo, mais aborrecido.</p>
<p><strong>A TV PODE SER UMA ALIADA NA EDUCAÇÃO, BASTA USÁ-LA COM INTELIGÊNCIA</strong></p>
<p>Não dá pra fechar os olhos diante da realidade: brincar é fundamental, mas a TV e o computador já são parte da infância &#8211; e em caráter definitivo. Os números comprovam, (segundo pesquisa da MacCann-Erickson) 63% das crianças das classes A/B, com menos de 12 anos, tem TV no próprio quarto e passam 4 horas diárias diante do aparelho. A boa notícia é que a telinha só assume o papel de vilã da história se voc6e permitir. A TV e o vídeo game são inevitáveis, o progresso está aí. Cabe aos pais interagir, selecionar a programação. O conteúdo deve respeitar a faixa etária e a rotina da criança, além de não tratá-la como mera consumidora. Quem abre mão dessa tarefa, deixa a criança na mira da artilharia pesada: &#8220;a maior parte da programação infantil é idealizada sob o prisma do consumo. O pequeno telespectador se torna consumidor não só de brinquedos e biscoitos, mas de um projeto de vida pobre. Ele cresce acreditando que a imagem é o que &#8220;importa&#8221;.</p>
<p>Exposta desde cedo a personagens e tramas cada vez mais sensuais, a criança tende a abandonar os brinquedos precocemente. Com cerca de 9 anos, já se considera pré-adolescente e se volta para outros interesses. A turma de 10, 12 anos, só quer saber de carros, viagens, computação, gente famosa, tecnologia e moda. O fenômeno se reflete na indústria de brinquedos. &#8220;Nosso público sofre uma forte pressão social para se tornar adulto antes do tempo, fazendo com que o mercado encolha. É assim no mundo inteiro, mas aqui no Brasil, a erotização nos meios de comunicação acelera ainda mais o processo&#8221;, atesta Aires Fernandes, diretor de marketing da Estrela. Separar o joio do trigo é mais simples do  que parece. Comece observando os valores que permeiam as séries e desenhos animados a que seu filho assiste. Preconceitos de qualquer natureza não devem ser tolerados. Programas que destacam atitudes solidárias e harmoniosas são recomendadas, mas convém evitar aqueles que pintam o mundo com cores tênues demais. É importante mostrar que os conflitos existem e podem ser resolvidos com tranquilidade. Personagens bonzinhos o tempo todo são irreais.</p>
<p>O vocabulário é outro item a considerar, como a criançada costuma sair pelas ruas repetindo os bordões que ouve na TV, marca ponto o programa que aproveita a deixa e apresenta palavras novas. Não pense contudo, que conteúdo educativo deve ser chato. Nada pode ser técnico, científico, formal, como uma aula tradicional. Mais do que informar, a TV tem de despertar curiosidade. O mesmo vale para o repertório musical, as canções que seu filho escuta são muito mais do que pura diversão e interferem de verdade no desenvolvimento dele, especialmente nos primeiros cinco anos de vida.</p>
<p>Enfim, o universo infantil é riquíssimo e não pode ser simplificado!</p>
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		<title>Convite Dia das Crianças</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 17:12:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciene Rochael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
CONVITE DIA DAS CRIANÇAS
 
O maior presente que podemos dar às crianças nesse dia é proporcionar-lhes um espaço para a criatividade, imaginação e ludicidade. 
Você lembra da sua brincadeira de infância preferida? Ciranda? Corda? Alerta? Queimada? Bola de gude? Mímica? Gato mia? 
Que tal trazer essa brincadeira de presente para as crianças que fazem parte da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=psicologiaeeducacao.wordpress.com&blog=4093584&post=431&subd=psicologiaeeducacao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div> </div>
<div><span style="font-family:Comic Sans MS;"><span style="color:#008000;"><strong>CONVITE DIA DAS CRIANÇAS</strong></span></span></div>
<div><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></div>
<div><span style="font-family:Comic Sans MS;color:#800080;">O maior presente que podemos dar às crianças nesse dia é proporcionar-lhes um espaço para a criatividade, imaginação e ludicidade. </span></div>
<div><span style="font-family:Comic Sans MS;"><span style="color:#008080;">Você lembra da sua brincadeira de infância preferida? Ciranda? Corda? Alerta? Queimada? Bola de gude? Mímica? Gato mia?</span> </span><br />
<span style="font-family:Comic Sans MS;"><span style="color:#ff00ff;">Que tal trazer essa brincadeira de presente para as crianças que fazem parte da sua vida?<br />
</span><br />
<span style="color:#000080;">Será um momento de diversão para todos!</span></span><img class="aligncenter size-full wp-image-432" title="GetAttachment" src="http://psicologiaeeducacao.files.wordpress.com/2009/10/getattachment.jpg?w=400&#038;h=285" alt="GetAttachment" width="400" height="285" /></p>
</div>
<p><span style="color:#0000ff;">Convidamos você a nos enviar o relato dessa experiência para compartilharmos em nosso informativo</span>. <a rel="nofollow" href="mailto:alianca@aliancapelainfancia.org.br" target="_blank"><strong><span style="font-family:Comic Sans MS;"> Mande sua história e fotos para o nosso e-mail! </span></strong><a href="mailto:alianca@aliancapelainfancia.org.br">alianca@aliancapelainfancia.org.br</a><strong><span style="font-family:Comic Sans MS;"><a rel="nofollow" href="mailto:alianca@aliancapelainfancia.org.br" target="_blank"> </a></span></strong><a rel="nofollow" href="mailto:alianca@aliancapelainfancia.org.br" target="_blank"></a><br />
<span style="font-family:Comic Sans MS;"><span style="color:#ff0000;">Feliz </span><span style="color:#008080;">Dia </span><span style="color:#000080;">das</span> <span style="color:#800080;">Crianças!</span></span></a></p>
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		<title>Criança mimada</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 15:50:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciene Rochael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Infantil e Desenvolvimento]]></category>

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Você já deve ter visto ou vivenciado a seguinte cena: no supermercado, uma criança se debate no chão, chora, berra, enquanto a mãe, em geral, costuma ficar bastante envergonhada com todos os olhares que se voltam para ela e para aquele pequeno ser tão sonoro, cuja vontade não foi prontamente atendida. O comportamento é típico [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=psicologiaeeducacao.wordpress.com&blog=4093584&post=429&subd=psicologiaeeducacao&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p>Você já deve ter visto ou vivenciado a seguinte cena: no supermercado, uma criança se debate no chão, chora, berra, enquanto a mãe, em geral, costuma ficar bastante envergonhada com todos os olhares que se voltam para ela e para aquele pequeno ser tão sonoro, cuja vontade não foi prontamente atendida. O comportamento é típico de filhos mimados, encarados como um problemão. Mas como fazer para evitá-los? Boa parte da origem &#8211; e da solução &#8211; está nas mãos dos próprios pais.</p>
<p>O fato de um pai, uma mãe (ou ambos) mimar os filhos passa por diversos fatores e vai desde a superproteção até uma certa negligência. &#8221;Em vez de impor os limites e gastar energia discutindo com a criança, a saída mais fácil é atender seus desejos&#8221;, diz a psicóloga Patrícia Spada, da Universidade Federal de São Paulo(Unifesp).</p>
<p>Outras questões que resultam na criança mimada incluem: a mãe com um alto nível de ansiedade, ou seja, com medo de que aconteça algo muito ruim para o filho; pais que demoraram muito para engravidar, e quando vem o bebê ele é tratado como um bibelô (algo frágil, que corre o risco de quebrar a qualquer instante) e a rivalidade entre o casal, levando-os a disputar o amor do filho mimando-o. O que também pesa é a imaturidade dos adultos por achar que uma criança bem amada é aquela que vai ter tudo que os pais não tiveram e um pouco mais, entre outros motivos.</p>
<p><strong>Os efeitos do mimo</strong><br />
O mimo é a não colocação de limites claros e passar a atender a todos os desejos do filho, antecipar-se para que ele não se frustre, protegê-lo dos sofrimentos naturais e inerentes à vida. &#8220;São atitudes familiares que podem induzir a criança a ter um comportamento de risco não só na adolescência, mas ainda quando for uma criança maior&#8221;, alerta a psicóloga Patrícia Spada.</p>
<p>Pais de filhos mimados tendem a ser super indulgentes e procuram até adivinhar qual deverá ser o próximo desejo da criança. Quando crescer, as chances dessa criança em não respeitar regras são enormes. Afinal de contas, ela foi criada como uma pequena &#8220;dona do mundo&#8221; - tudo que deseja ela tem, tudo que quer ela consegue.</p>
<p>&#8220;No futuro, eles podem desenvolver até um comportamento delinquente, quando muitas vezes se tornam líderes do grupo (pois foram tratados como autoridade ou realeza a vida toda), maltratando, prejudicando ou, no mínimo, desprezando os outros que não concordam com seu jeito de pensar e agir&#8221;, ressalta Patrícia.</p>
<p><strong>A Influência começa cedo</strong><br />
Desde o seu nascimento, o bebê<a target="_self"></a> está suscetível ao temperamento, às vivências positivas e negativas dos pais, aos modelos afetivos que eles tiveram, entre outros fatores que irão, certamente, influenciar e interferir no relacionamento pais e filhos.</p>
<p>Algumas atitudes dos pais podem, de fato, atrapalhar o desenvolvimento global adequado do filho, tais como: superproteção ou quando o contato com o filho é mantido de modo intenso e contínuo, seja dormindo com eles, amamenta-os durante bem mais tempo do que o recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (é essencial até o sexto mês de vida) e, principalmente, limitando o contato da criança com outras pessoas, ou com outros bebês. </p>
<p>De acordo com a especialista Patrícia Spada, são hábitos que impedirão o início da percepção do bebê de que o mundo não é somente a mãe ou o pai, mas está repleto de outros interesses - fato que pode deixar os pais bastante ameaçados em relação à perda do afeto do filho.</p>
<p>Outra atitude dos pais, frequentemente relacionada a abandono, mas disfarçada por comportamentos de total liberação, é a super permissividade, que consiste em fazer tudo o que o filho deseja, sem nunca colocar limites e nem posicioná-lo, explicando motivos de não poder fazer determinada coisa.</p>
<p>&#8220;No caso de bebês, uma situação que demonstra isto é quando os pais se adiantam aos desejos do filho, e prontamente tentam satisfazê-lo, não raramente, em relação à alimentação. Assim, a criança chora ou faz menção de reclamar e os pais, imediatamente, lhe dão comida, sem nem lhe dar a chance de perceber e sentir se está mesmo com fome ou não e conhecer seu ponto de saciedade&#8221;, alerta Patrícia.</p>
<p><strong>O poder do &#8220;Não&#8221;</strong><br />
É por volta dos dois anos de idade que a criança aprende a falar &#8220;Não&#8221;. É uma descoberta natural, mas que por desconhecimento, os pais a enfrentam com receio de perder a autoridade e gera-se um círculo vicioso: a criança tenta se apossar de seus desejos e palavras recém-descobertas a fim de desenvolver seu mundo mental próprio ou sua identidade e, do outro lado, os pais temerosos não aceitam e muito menos compreendem esta fase e preferem eles dizer o &#8220;Não&#8221; a ficarem com a palavra final. É aí que começam os ataques dos pequenos. &#8221;A criança passa a ter verdadeiros ataques coléricos para se afirmar, cujo limite para a birra é uma tênue e frágil linha&#8221;, acrescenta a especialista da Unifesp.</p>
<p><strong>A idade crítica</strong><br />
Quando os pais não têm suas próprias questões emocionais bem elaboradas, é mais fácil que elas se confundam com as emoções do filho e, dessa forma, projetem nele seus desejos não realizados e suas frustrações. Por essa ótica, toda e qualquer idade é uma idade de risco para deseducar os filhos. &#8220;Cada uma das fases da vida exige dos pais atitudes firmes, afetuosas, e limites bem colocados evitando &#8211; ao máximo futuros transtornos de comportamento&#8221;, alerta Spada.</p>
<p>O comportamento dos pais de não imporem limites para se livrarem do problema é uma situação mais comum do que se pensa. Em geral, os pais permitem que o filho faça tudo o que quiser com a condição de não incomodá-los. &#8220;É o que chamamos de superpermissividade e uma das consequências é a indisciplina da criança , diz a especialista.</p>
<p><strong>Tem cura!</strong><br />
A reeducação sempre é possível, contanto que os pais realmente a desejem e estejam dispostos a arcar com as consequencias inevitáveis em função da mudança de atitudes, bem como com a resistência do filho em perder o trono (falso e prejudicial) no qual sempre viveu.</p>
<p>Geralmente, a escola chama os pais para orientá-los a procurar ajuda profissional, pois é no ambiente social do filho onde aparecem os desvios de conduta com mais frequencia. Outras vezes, os próprios pais percebem que tudo já está fora de controle e nem eles mesmos conseguem suportar mais tal situação. E é neste momento de coragem que podem procurar um profissional da área de psicologia para ajudar a criança a se desenvolver e aproveitar todas as suas potencialidades.</p>
<p><strong>Confira abaixo as dicas da especialista Patrícia Spada para evitar a criança mimada em casa:</strong><br />
<strong>Quando a criança não aceita comer o que há na mesa e faz birra</strong> Resorver isto parte de uma boa comunicação da criança com os pais. O problema é que os lados não estão falando a mesma linguagem e, geralmente, há grande manipulação por parte da criança.</p>
<p>Há, de fato, o risco de a criança ficar sem comer, enfraquecida, vir a adoecer, e ela sente e percebe a insegurança e receio da mãe quanto a isso. Se a mãe não conseguir traduzir este clima emocional, será uma guerra de foice, pois ambos tenderão a mostrar ao outro quem é o mais forte e, é claro, a criança poderá estar em situação de risco.</p>
<p>Nestes casos, é indicado que a mãe converse muito com a criança, respeite-a em seu gosto alimentar, faça junto com ela alguns cardápios e insista, sem forçar, para que o filho experimente a comida, mas tenha a liberdade de escolher o que quer comer, mas contanto que coma algum dos ingredientes servidos.</p>
</div>
<p><img style="border-width:0;" title="Choro de criança" src="http://images.minhavida.com.br/imagensConteudo/5520/manha2_5520_11691.jpg" alt="Choro de criança" /></p>
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<p>Com o tempo, ele se sentindo respeitado como pessoa, sem ser forçado, sem sofrer violência (física ou psicológica), vai querer comer e passará a aceitar mais facilmente, em combinação com a mãe, o que quer que seja feito para se alimentarem.</p>
<p><strong>Para que os filhos saibam reconhecer o valor material e o esforço dos pais para conquistá-las </strong><br />
Conversar sempre demonstrando sem cobrança o quanto é necessário para um adulto se esforçar para ter dinheiro; &#8211; Ajudar o filho a administrar sua mesada ( se a receber), deixando-o decidir pela forma que quer usá-la, mas também arcando com as consequências &#8211; quando a criança gastar tudo o que tiver. O adequado será que ela possa esperar e juntar o dinheiro todo novamente, aprendendo a esperar, a lidar com a frustração e reconhecer o amor dos pais por ele. &#8211; Não é saudável dar presentes para o filho o tempo todo.</p>
<p>É preciso que ele saiba a importância da economia regrada (e não exagerada), bem como a importância de os pais lhe pedirem opiniões sobre o que ele pensa que poderia ajudar para melhorar o orçamento da família.</p>
<p><strong>Para que os filhos entendam o valor das amizades e a importância de compartilhar </strong><br />
Este é um valor que certamente começa em casa. Não é a mãe obrigando o filho a emprestar seu brinquedo favorito para o amiguinho que desenvolverá nele o sentimento de solidariedade ou de partilha. É natural que as crianças passem pela fase de não querer dividir nada do que é seu com nenhum amigo e, neste caso, é importante que a mãe e o pai respeitem e compreendam a posição e a emoção de seu filho e deixem que ele aprenda a lidar com as consequências de sua atitude.</p>
<p>Se os adultos estiverem emocionalmente bem, tranquilos e confiantes na educação que estão dando à criança, tudo não passará de mais uma fase conturbada e turbulenta, que quando acompanhada de perto pelos responsáveis pela criança, tende a se acalmar com o tempo. <strong><br />
</strong></p>
</div>
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<p><strong>Para evitar os ataques de choro e crises dos pequenos quando algo não sai como eles querem </strong><br />
Muitas vezes os ataques de choro e as crises não devem ser evitadas, justamente pela importância que a elas compete. Nenhum ser humano consegue tudo que quer na hora que quer e quando os pequenos percebem que eles também não são poderosos, &#8211; pois não só as coisas não são como querem como também não conseguem com que os pais atendam a seus desejos incondicionalmente &#8211; é o momento ideal para que devagar possam ir entrando em contato com a realidade e elaborar este sentimento de onipotência , tão natural e esperado nos filhos. É interessante salientar que, em geral, as crises de choro e de birra, muitas vezes, mais deixam os pais envergonhados &#8211; pela possível opinião dos outros (que nem se quer os conhece) de que não são bons pais, do que preocupados com a saúde emocional e mental ou desenvolvimento saudável do filho.</p>
<p>Fonte:  <a href="http://www.minhavida.com.br"><em>www.minhavida.com.br</em></a><em>, publicado 24/07/2009.</em> </p>
</div>
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			<media:title type="html">Lu Rochael</media:title>
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		<title>Abuso da Criança e Negligência</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 15:31:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciene Rochael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Infantil e Desenvolvimento]]></category>

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Abuso da Criança e Negligência.
Um dos perigos mais terríveis da infância é a possibilidade de abuso físico, sexual ou psicológico. Ainda que nem sempre seja fácil definir o que se qualifica como abuso, a maioria dos psicólogos, hoje em dia, seguiria as definições propostas por Douglas Barnett e seu colegas: o abuso físico envolve a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=psicologiaeeducacao.wordpress.com&blog=4093584&post=426&subd=psicologiaeeducacao&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p><strong>Abuso da Criança e Negligência.</strong></p>
<p>Um dos perigos mais terríveis da infância é a possibilidade de abuso físico, sexual ou psicológico. Ainda que nem sempre seja fácil definir o que se qualifica como abuso, a maioria dos psicólogos, hoje em dia, seguiria as definições propostas por Douglas Barnett e seu colegas: o <em>abuso físico</em> envolve a inflição acidental de ferimentos físicos à criança &#8211; qualquer ferimento, desde um hematoma a outros tão graves que exigem hospitalização ou causam morte da criança. O <em>abuso sexual</em> envolve qualquer tipo de contato sexual entre uma criança e adulto. A <em>negligência física</em> inclui tanto o fato de não cuidar adequadamente da criança em termos de nutrição e cuidados básicos quanto o fato de não oferecer uma supervisão adequada à idade da criança.</p>
<p>É extramente difícil determinar o quão comum é o abuso, embora todos os observadores concordem que ele é, de modo perturbador, comum em muitos países. A maioria das estimativas sugere que uma criança em cada 70 sofre abusos todos os anos. Desse número, quase a metade são casos de negligência física, um quarto são casos de abuso físico e um décimo envolve abuso sobretudo sexual. As crianças entre dois e nove anos são as maiores vítimas de abusos; os bebês são os que mais raramente sofrem abusos, mas são os que correm o maior risco de morrer devido ao abuso infligido. De todas essas crianças vitimadas, talvez um quarto ou um terço sofra de formas extremas de violência; as crianças restantes sofrem formas mais moderadas de abuso. (Emery e Laumann-Billings, 1996.)</p>
<p>Por que os pais abusam dos filhos? Não existe uma resposta fácil. Podemos identificar certos fatores de risco, mas o abuso normalmente não ocorre a menos que vários desses fatores de riscos aconteçam na mesma família ao mesmo tempo. Três elementos parecem ser a resposta.</p>
<p>Em primeiro lugar, está o papel de estresse dos pais no desencadeamento de atos de violência. O risco de abuso é maior em uma família que experiencia um estresse significativo, que pode decorrer de desemprego, pobreza, violência no bairro, falta de apoio social ou de uma criança especialmente difícil ou exigente. Sem dúvida, todos nós temos algum limiar de estresse além do qual é provável que percamos a paciência &#8211; reagindo com um ataque de raiva, com agressão ou, em alguns casos, com abuso a uma criança.</p>
<p>No entanto, o estresse sozinho, mesmo que muito grave, não é suficiente para tornar o abuso com certeza. Outro ingrediente chave é a habilidade dos pais em lidar com a criança e com os estresses de sua vida. Alguns pais que foram eles próprios abusados, simplesmente não conhecem outra maneira de lidar com a frustração ou com o estresse ou com a desobediência dos filhos a não ser atacando de alguma maneira. Outros são deprimidos ou incapazes de estabelecer com a criança o vínculo emocional que ajudaria a prevenir o abuso. A dependência de alcóol e de drogas também desempenham um papel significativo em muitos casos.</p>
<p>Um terceiro elemento chave é a falta de apoio social ou algum tipo de isolamento social. Quando vários desses ingredientes-chave se intersecionam &#8211; alto nível de estresse, falta de apoio pessoal, ausência de habilidades ou estratégias alternativas, e a incapacidade pessoal de lidar com forma adequada com o estresse &#8211; o abuso de uma criança ( ou do cônjugue) torna-se bastante provável.</p>
<p>As perspectivas a longo prazo para as crianças vitimadas não são nada boas, em especial para aquele grupo que foi maltratado mais frequente ou gravemente. As crianças que sofreram abuso físico apresentam probabilidade muito maior do que as não -abusadas de se tornarem agressivas ou delinquentes em idade escolar ou na adolescência e de serem violentadas quando adultas (incluindo comportamentos de estuprar namoradas ou abusar da esposa). Além disso, é muito mais provável que abusem de substâncias na adolescência e na idade adulta, tentem suicídio, tenham problemas emocionais, como ansiedade e depressão ou formas mais sérias de doença emocional, e apresentem QI mais baixo e piro desempenho escolar. Essas pessoas tem mais diculdade para estabelecer amizades íntimas na idade escolar e na adolescência.</p>
<p>As crianças sexualmente abusadas também apresentam uma grande variedade de perturbações, incluindo medos, problemas de comportamento, promiscuidade sexual ou agressões sexuais na adolescência e na idade adulta, baixa auto-estima e Transtorno de Estresse Pós-Traumático &#8211; um padrão de de perturbação que inclui flashbacks do evento traumático, pesadelos, um esforço constante para não pensar no evento traumático nem para lembrar dele e sinais de vigilância aumentada como hipervigilância, reações de susto exageradas, perturbações do sono e interferência na concentração e na atenção.</p>
<p>As crianças que sofreram algum tipo de abuso nem sempre apresentam todos esses sintomas, mas é muito provável que manifestem alguma forma de perturbação significativa. Quanto mais prolongado e mais grave o abuso, maior a probabilidade de problemas como esses.</p>
<p>O quadro não é totalmente sombrio. Algumas crianças abusadas são, embora nos surpreenda, resilientes, não apresentando nenhum sintoma mensurável. Outras mostram um declínio nos sintomas de angústia quando o abuso é interrompido, em especial se a mãe da criança foi apoiadora e protetora. No entanto, apesar dessas palavras de consolo, não podemos perder de vista o fato de que problemas a longo prazo são comuns entre as crianças que experienciam nesse grau de hostilidade ou agressão, nem o fato de que a nossa sociedade ainda não encontrou boas maneiras de reduzir a incidência de abuso.</p>
<p><em>Fonte:  BEE, Helen. A Criança em Desenvolvimento. Porto Alegre: Artmed, 2003, pg. 153.</em></p>
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		<title>Mau humor na infância</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 18:34:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciene Rochael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Infantil e Desenvolvimento]]></category>

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Meu filho é mau-humorado: como mudar isso?
Fonte: Guia do Bebê
Seu filho que era um “doce” se transformou em uma criança bem chatinha. Imediatamente, surge aquela velha indagação: onde é que eu errei? Fique tranqüila, não é falta de carinho nem de atenção, esse mau-humor faz parte do desenvolvimento infantil.
As várias mudanças impostas pelo crescimento, pelo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=psicologiaeeducacao.wordpress.com&blog=4093584&post=422&subd=psicologiaeeducacao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-423" title="42-15635367" src="http://psicologiaeeducacao.files.wordpress.com/2009/09/j0422287.jpg?w=500&#038;h=500" alt="42-15635367" width="500" height="500" /></strong></p>
<p><strong>Meu filho é mau-humorado: como mudar isso?</strong></p>
<p><strong>Fonte: Guia do Bebê</strong></p>
<p>Seu filho que era um “doce” se transformou em uma criança bem chatinha. Imediatamente, surge aquela velha indagação: onde é que eu errei? Fique tranqüila, não é falta de carinho nem de atenção, esse mau-humor faz parte do desenvolvimento infantil.</p>
<p>As várias mudanças impostas pelo crescimento, pelo desenvolvimento da personalidade e pela conquista da independência são fatores para as crianças ficarem emburradas, entediadas, birrentas e negativas. “Toda mudança de fase desestabiliza a criança, seja aos 8 meses, aos 3 anos, aos 6 ou aos 12, porque ela entra em novo momento de conquistas”, relata a pedagoga Patrícia Victo.</p>
<p>Nos primeiros 3 anos de vida, a rebeldia é mais evidente, já que nesta fase a personalidade começa a ser definida e a criança ainda está voltada para si e para o seu prazer. Qualquer contrariação dos pais é motivo de frustração e, por não ter experiência e muito menos vocabulário para expressar o que sente, o choro, a birra, as manhas e as mordidas são as maneiras que utilizam para a manifestação.</p>
<p>Nesse caso, Patrícia Victo orienta. “Os pais devem dar atenção, porque a criança precisa de carinho para se sentir segura. Os acessos de mau humor são boas oportunidades para ensinar o filho a encontrar alternativas e superar frustrações. É cansativo, dá trabalho, mas faz parte da educação e do crescimento”.</p>
<p>A frustração é a palavra para traduzir o mau-humor do seu filho. Quando a frustração existe, a criança não consegue dizer que está triste, então, faz birra. O melhor a fazer é trocar a “brincadeira” proibida por outra novidade: trocar o giz e os rabiscos na parede por um instrumento musical. O mau-humor passa rapidinho.</p>
<p>Ajudar seu filho com todo esse sentimento novo é difícil, mas é o começo para que os pequenos aprendam sobre suas emoções e que as outras pessoas também passam por isso.</p>
<p>A fase entre os 5 e 7 anos é um outro período de mudança comportamental, chamada de “adolescência da primeira infância”. De acordo com a pedagoga, nesta fase há alterações físicas, psíquicas e sociais. Para completar, a criança enfrenta uma das principais barreiras (senão a maior!) rumo ao mundo adulto: ler e escrever. Tudo isso torna o humor da criança instável, que começa a questionar as regras, aprendendo que neste mundo precisa ter jogo de cintura.</p>
<p>A partir dos 8 anos, a rebeldia dos 3 anos volta à tona, mas os ataques de mau humor parecem mais intensos. A criança espera ter todas as respostas, todos os desejos atendidos, toda a atenção do mundo. Esse período costuma durar até o fim da puberdade.</p>
<p>Os pais precisam ter muita calma e paciência para ensinar, argumentar e perceber o que está ocorrendo. “Quando não há o que acalme seu filho, o melhor é impor limite dizendo para parar com o mau-humor” orienta a Patrícia Victo.</p>
<p>Se nada mudar o comportamento instável do seu filho, a conversa com um profissional especializado em desenvolvimento infantil pode ajudar. Mas é preciso cuidado, pois é comum dizer que a criança é hiperativa ou deprimida. Casos de mau-humor que levam à depressão são raros. Motivo de preocupação somente quando esse baixo-astral atrapalhe nas atividades que dão prazer a criança e isso se mantenha por pelo menos seis meses.</p>
<p>“O mau humor tem origem normalmente num estresse escolar, como dificuldade de aprendizado ou de relacionamento. A criança não consegue resolver o problema sozinha. É difícil ser adulto”, comenta a profissional.</p>
<p><strong>Por: Bruno Thadeu</strong></p>
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			<media:title type="html">Lu Rochael</media:title>
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		<title>Perspectivas da Psicologia Ambiental</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 15:45:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciene Rochael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia Ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[ Eda Terezinha de Oliveira Tassara; Elaine Pedreira Rabinovich
Universidade de São Paulo
 A Psicologia Ambiental (PA) não tem um passado muito longo, podendo ser datada da década de 1960, com um ápice entre 1967-1973 (Pol, 2001, p. 57), mas denota uma ativa preocupação quanto ao seu futuro. Ao final dos anos 1980, vários estudiosos já se debruçavam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=psicologiaeeducacao.wordpress.com&blog=4093584&post=420&subd=psicologiaeeducacao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p> <span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;"><strong>Eda Terezinha de Oliveira Tassara; Elaine Pedreira Rabinovich</strong></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Universidade de São Paulo</span></p>
<p> <span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">A Psicologia Ambiental (PA) não tem um passado muito longo, podendo ser datada da década de 1960, com um ápice entre 1967-1973 (Pol, 2001, p. 57), mas denota uma ativa preocupação quanto ao seu futuro. Ao final dos anos 1980, vários estudiosos já se debruçavam sobre a constituição da PA em seus respectivos países.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Concomitantemente ao seu início como grupo de pesquisa, o Laboratório de Psicologia Sócio-Ambiental e Intervenção (Lapsi) organizou um simpósio, no I Encontro de Psicologia Ambiental no X Encontro Nacional da Associação Brasileira de Psicologia Social, em 1999, convidando representantes do Brasil, América Latina e Europa, para que apresentassem os fundamentos históricos da Psicologia Ambiental, correspondendo, respectivamente, às intervenções de José Pinheiro, Esther Wiesenfeld e Enric Pol (Tassara, 2001).</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">O recurso ao exercício da auto-análise histórica pode ser atribuído a vários motivos que podem ser subdivididos em: a PA e a demanda social; a PA e a brecha da Psicologia; a PA e a interdisciplinaridade.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;"><em>A psicologia ambiental e a demanda social</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Diversamente de outras áreas, a PA sempre esteve ligada às demandas sociais. Na Europa, por exemplo, a Psicologia Ambiental teve os seus inícios associados às questões arquiteturais e de planejamento urbano devidas à fase de reconstrução das cidades e reorganização social que se seguiu à II Guerra Mundial.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">No Brasil, Maria do Carmo Guedes foi uma pioneira no gênero, tendo participado do planejamento de cidades nos anos 1960, dentro de um outro contexto: o surgimento de um Brasil que pretendia tornar presente o eterno &#8220;Brasil, país do futuro&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Nos EUA, a mudança de Kurt Lewin para esse país trouxe a experiência pioneira de Roger Barker e o conceito de <em>behavior setting</em>. Posteriormente, contudo, de acordo com a caracterização sócio-política do país, houve uma tendência a uma concentração em temas mais centrados no indivíduo.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Pol (2001, p. 55) se pergunta para quem e a quem serve a Psicologia Ambiental. O Lapsi, por ocasião do I Encontro, fez a mesma pergunta e, para respondê-la, abriu um espaço de locução para discutir a que veio a Psicologia Ambiental. Este espaço ocorreu nos três dias do evento, ocupando cerca de duas horas, ao qual compareceram 100 pesquisadores; além da multiplicidade de profissões ali representadas, o foco da temática foi a questão do ambientalismo.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">A questão ambiental, atrelada à Educação Ambiental, parece ter sido, e continua a ser, um dos estopins do interesse pela área. Por tudo o que temos observado, vivido e protagonizado, a demanda social no Brasil atual se dirige para a área do ambientalismo e da intervenção.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;"><em>A psicologia ambiental e a brecha na psicologia</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Uma segunda linha de raciocínio de porque olhar para o futuro parece ser uma resposta a angústias ligadas ao presente se deve à fragilidade intrínseca da área. De um lado, emerge devido às lacunas que a psicologia, em geral, não consegue preencher nem responder; de outro, e pelo mesmo motivo, tem dificuldades óbvias de se estruturar como uma área, disciplina ou sub-área ou sub-disciplina.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Para Pol (2001, p. 55), a disciplina de Psicologia Ambiental começa a partir da relevância do objeto, abandona-a como discussão acadêmica dentro de um desenvolvimento lógico interno de questionamentos teóricos que alimentam a vida acadêmica, e depois tenta reencontrar tal relevância perdida.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">De fato, devido à motivação do pesquisador vir da demanda social, estando atrelada a questões pragmáticas, há esse embate entre a teoria e a prática que ocorre, desta vez, dentro da própria teoria-prática.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Como decorrência desta fragilidade conceitual, a psicologia ambiental surge como um estranho no ninho de seus pares, o que incentiva um &#8220;colégio invisível&#8221; de pesquisadores que se auto-retroalimentam. Este circuito, além de não favorecer o desabrochar e o aparecimento da área dentro do cômputo geral, tem uma outra conseqüência: a evasão permanente de pessoas para áreas afins já constituídas.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">A Psicologia, em geral, não entende a necessidade de uma psicologia que se autodenomina ambiental, argumentando que toda psicologia compreende o aspecto ambiental. Por outro lado, pode-se contra-argumentar que a psicologia em geral esvaziou o ambiente de seus conteúdos e concretude, donde a necessidade de uma área da psicologia que atentasse ao ambiente considerado daquele modo.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Em simpósio recentemente realizado (São Paulo, 2002) sob o tema do papel da Psicologia Ambiental, pudemos apreender que, sob a urgência de uma resposta a questões sociais candentes na sociedade brasileira, encontrava-se uma discussão que data da origem da separação entre os conhecimentos hoje denominados ciência, arte, religião. Tratava-se, de fato, de um anseio de ver reintegrados aspectos da pessoa e do ambiente, que foram desintegrados por meio desta separação e das que a elas se seguiram. Tratava-se de um anseio de que a Psicologia Ambiental viesse a ter a pessoa e o ambiente indissociáveis como objeto de estudo. O significado do termo religião &#8211; <em>re-ligare</em>, ligar de novo, pode ser apreendido dentro desta nova dinâmica que, em seu bojo, faz emergir a questão ambiental <strong>e</strong> a psicologia ambiental sob este &#8220;novo&#8221; ângulo ou perspectiva: um desafio epistemológico e hermenêutico.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;"><em>A psicologia ambiental e a interdisciplinaridade</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">O acima dito leva à terceira linha de raciocínio: a psicologia ambiental foi, desde a sua origem, interdisciplinar, ou seja, respondeu a anseios de outras áreas e partilha, com elas, campos comuns.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Se, evidentemente, a psicologia ambiental não pode cumprir com a expectativa de re-ligar o que foi há muito separado, o seu pendor interdisciplinar não favorece igualmente a sua constituição como área. Antes, favorece uma crise de caráter epistemológico, com uma decorrência importante de tipo metodológico, que já esteve presente nos anos 1970, entre modelos oponentes de produção de conhecimento científico.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Se a PA na Europa pode se valer e se sustentar no conceito de sustentabilidade definida como a possibilidade de garantir um futuro comum, no Brasil, dificilmente acreditamos que este futuro comum nos inclua, a não ser como consumidores, inclusive deste conceito.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">O conceito de sustentabilidade, contudo, permite operacionalizar a dimensão política e social, assim como o comportamento gerado por valores como a solidariedade e a fraternidade.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">A decorrência pragmática de que é a gestão ambiental – um ISO atribuído em escala mundial – quem vai garantir tal sustentabilidade parece implicar em um novo higienismo, aplicando regras morais por meio de práticas, agora, ambientais.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Face ao exposto, é nossa posição a de que a Psicologia Ambiental deve, no futuro, se posicionar quanto a: a questão ambiental e psicologia; ambientalismo e intervenção. Apresentaremos, a seguir, a nossa compreensão atual destes temas.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;"><em>A questão ambiental e a psicologia</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">O desenvolvimento das teses ambientalistas deriva de uma concepção que, surgida dentro dos cânones do pensamento behaviorista, deslocou a visão do objeto para a relação pessoa-ambiente ou para o ambiente em relação ao sujeito. O ambiente passa a se configurar como fortemente ligado à visão empirista ou à dialética, não apenas na PA, mas dentro de um desenvolvimento histórico das concepções sujeito-objeto.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Deriva daí uma concepção que busca saber como as manifestações materiais constituem elementos da subjetividade, de um modo mais interno ou mais externo ou mais focado na interação.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">O ambiente objetivo não é o ambiente do sujeito, mas o substrato de como o ambiente vai se tornar algo do sujeito. Trata-se de analisar a construção da subjetividade em seu aporte material: como, de que forma, porque o ambiente objetivo se constitui em ambiente subjetivo, o que não distingue, portanto, a PA da Psicologia Social.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">A percepção ambiental é um fenômeno psicossocial. É como o sujeito incorpora as suas experiências. Não há leitura da objetividade que não seja ou não tenha sido compartilhada; o sujeito sempre interpreta culturalmente e, a partir daí, constitui-se como identidade. Sua identidade será como se espacializa, como se temporaliza, como constrói as narrativas de si próprio a partir desta espacialização e desta temporalização.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Deste modo, o objeto do estudo não pode ser nem só da PA nem da psicologia social: em ambos, tal objeto é a dimensão da transformação social da objetividade ambiental em subjetividade.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Esta compreensão inclusiva necessariamente implica em uma abordagem interdisciplinar.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;"><em>Ambientalismo e intervenção</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Assim como na França se fala hoje em partidos do movimento como os que desejam mudanças, em contraposição aos partidos que desejam a manutenção do <em>status quo</em> (Jean-Pierre Goubert, comunicação pessoal, 2003), o ambientalismo é um movimento social que pode ser pensado como um guarda-chuva de movimentos sociais que visam a mudança social, quer por meio da incorporação da população, quer por meio de movimentos sociais.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Na medida em que o objeto de estudo é necessariamente interdisciplinar<em>,</em> a metodologia utilizada deve ser a intervenção, quer devido à complexidade do objeto quer ao caráter de aspiração a mudanças dos movimentos sociais sobre a relação sujeito-ambiente.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Desta maneira, a temática é trazida para o social <em>sensu</em> <em>stricto</em>, colocando um ponto de vista estritamente político: se tal objeto existe, dentro de uma visão de ciência radical, só pode estar ligado à dimensão política para que a relação objetivo-subjetivo se torne cada vez mais objeto de controle do próprio sujeito. Isto implica em uma dimensão concomitantemente ética e política, com o risco de seu desaparecimento, caso tal não ocorra.</span></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:small;">Referências</span></strong></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Pol, E. (2001). Ejes de tensión y nueva agenda para la Psicología Ambiental. Una perspectiva europea. In E. T. O. Tassara (Org.), <em>Panoramas interdisciplinares: para uma psicologia ambiental do urbano</em> (pp. 51-67). São Paulo: EDUC / FAPESP.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Tassara, E. T. O. (Org.). (2001). <em>Panoramas interdisciplinares: para uma psicologia ambiental do urbano.</em> São Paulo: EDUC / FAPESP.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;"><em>Eda Terezinha de Oliveira Tassara</em>, Doutora em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo, é professora associada no Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo e coordenadora do Laboratório de Psicologia Sócio-Ambiental e Intervenção-I.P./USP.<br />
</span><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;"><em>Elaine Pedreira Rabinovich</em>, Doutora em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo, é pesquisadora no Laboratório de Psicologia Sócio-Ambiental e Intervenção-I.P./USP.<br />
</span><span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif;font-size:x-small;">Endereço para correspondência: Eda T. O. Tassara, Av. Prof. Mello Moraes, 1721; Cidade Universitária; São Paulo/SP; 05508-030 &#8211; Brasil. Tel. (11) 3091-5024. Fax (11) 3091 4459. E-mail: <a href="mailto:lapsi@edu.usp.br">lapsi@edu.usp.br</a></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Fonte: <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-294X2003000200018&amp;lng=en&amp;nrm=iso">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-294X2003000200018&amp;lng=en&amp;nrm=iso</a></span></p>
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